A Herman Miller é uma empresa pioneira em diversos aspectos, mas também pode-se destacar o design sustentável, uma premissa que existe, ao menos, desde 1953, quando o fundador, D.J De Pree, se comprometeu a não prejudicar o Planeta ao desenvolver os projetos da sua empresa. Quer entender melhor o processo eco-responsável da Herman Miller? Siga a leitura!

 

Design sustentável e curiosidades da Herman Miller

Os produtos Herman Miller são quase 100% recicláveis. É impossível falar em sustentabilidade no setor, sem citar a Aeron por exemplo. Mas há outras curiosidades que chamam atenção na história dessa empresa, tanto na sua cultura e métodos, quanto nas ações sustentáveis.

cadeira aeron design sustentável

Além do design vanguardista, a Aeron possui até 76% do material do corpo proveniente de reciclados

 

Você sabia, por exemplo, que De Pree convidou George Nelson para ser diretor de design após ler um artigo dele na revista Life? O relacionamento pessoal e profissional dos dois originou diversos produtos. Entre os mais marcantes, o sofá Marshmallow.

A Herman Miller também foi uma das primeiras a aderir ao sistema de produção da Toyota. Essa parceria trouxe mais eficiência e melhorias na capacidade produtiva, no nível de qualidade e segurança da empresa.

Cabe destacar que os recursos obtidos no Green House, instalações da empresa em Holland, Michigan, contribuíram para a fundação do Green Building Council dos Estados Unidos. Essa organização direciona o mercado da construção civil em prol da sustentabilidade.

 

A metodologia cradle to cradle

A Herman Miller inovou diversas vezes com peças de design sustentável, sendo pioneira em ações ambientais no setor privado. O ano de 1989 marca a fundação da equipe de ação de qualidade ambiental. E, em 1997, essa visão aproximou a Herman Miller do MBDC, empresa de William McDonough e Michael Braungart, que desenvolveu o protocolo Cradle to Cradle (C2C).

A metodologia visava implementar a eco-efetividade na cultura de negócios e a Herman Miller foi pioneira nesse sentido. Em síntese, empresas que aplicam a metodologia devem fazer avaliações químicas dos materiais utilizados, considerando o impacto sobre as pessoas e o meio ambiente, a nível molecular. 

A desmontagem simples, facilitando consertos, é outra prerrogativa do C2C. Tudo isso para aumentar a capacidade de reutilização de cada componente usado nos móveis.

 

As vantagens de ser eco-responsável

cadeira Mirra 2 design sustentável

A cadeira Mirra 2 possui design original e ergonômico, com encosto e assento adaptáveis ao corpo

O processo eco-responsável ajuda a Herman Miller a criar designs inovadores, tornando a companhia uma inspiração, tanto em projetos residenciais, quanto corporativos. A empresa acredita no design atemporal, pois qualidade e durabilidade promovem sustentabilidade em essência. Os produtos nascem dessa forma para evitar, ao máximo, o descarte no meio ambiente. 

Além disso, as empresas que a Herman Miller representa têm processos de fabricação sintonizados com as regras de menor impacto ambiental. A cadeira de escritório Mirra, que surgiu em 2001, é o primeiro produto com a metodologia Cradle to Cradle da empresa. Essa criação trouxe muitos desafios, dentre eles, convencer os fornecedores sobre a importância de fabricar um produto e seus componentes. 

A empresa também esbarrou na dificuldade para aplicar a logística reversa nos seus produtos. Neste momento, se efetivou a eliminação do PVC na composição dos braços das cadeiras. Uma mudança que trouxe um grande benefício: os novos componentes mostraram-se mais baratos. Isso fez o investimento inicial ser mais alto, mas houve economia no longo prazo e proteção ao meio ambiente.

 

A excelência operacional da Herman Miller

A cadeira multifuncional Keyn design sustentável

A cadeira multifuncional Keyn possui diversos certificados de sustentabilidade

A empresa se preocupa com o cliente para além do ambiente de trabalho. Para isso, recorre a práticas e tecnologias inovadoras, como o Sistema de Desempenho da Herman Miller. Defendendo e aplicando uma série de práticas em toda a rede de operações, passando por distribuidores e fornecedores. É assim que a empresa aumenta sua confiabilidade perante os clientes.

A Herman Miller tem este DNA desde as origens. Em 1950, a empresa instituiu um programa formal de gestão participativa. A partir de 1983, os funcionários puderam comprar ações da empresa após completar um mês de serviço. Em 1999, cerca de 16% das ações em circulação na Herman Miller correspondiam a funcionários-proprietários. 

E, para embasar as decisões de curto e longo prazo que impactam a empresa, é usado um sistema de compensação, medição e indicador de desempenho, o Valor Econômico Agregado (EVA). Trata-se de uma avaliação interna sobre o desempenho operacional e financeiro e que se relaciona com a compensação de incentivo para os funcionários-proprietários.

Por trabalhar com esses princípios e promover o design sustentável, a Herman Miller consegue manter seus altíssimos padrões de qualidade, respeitando a saúde dos seus clientes e do Planeta. Gostou da leitura? Acesse o blog da ATEC para ler mais conteúdo relevante para o seu escritório ou projeto residencial.