O termo vem de duas palavras gregas: ergon, que significa “trabalho” e nomos, que remete a um aspecto de Zeus: o “espírito da legislação, dos estatutos, da norma”. A ergonomia é, então, um conjunto de saberes que relaciona corpo e espaço. No design de interiores, a ergonomia cuida da harmonia do corpo com os objetos, adaptando formas e equilibrando humores. Ela aprimora, assim, a qualidade dos momentos de produtividade
e os momentos de lazer.

No contexto de recuperação da II Guerra Mundial, especialistas europeus pensaram a relação das dimensões dos aparelhos de trabalho com o corpo humano. Por exemplo, a importância de calcular a distância entre os comandos em painéis de controle para maior
conforto dos braços. O próximo passo do saber ergonômico foi pensar a segurança e as condições de trabalho nas indústrias. Mais recentemente, a partir dos anos 80, a ergonomia passou a ser relacionada os processos cognitivos, na captação de determinadas mensagens pelo cérebro.

Tais conhecimentos podem deslizar por diversas áreas da vida humana. Veja abaixo alguns exemplos de ergonomia no design de interiores:

Ergonomia no design de interiores
Posição dos objetos

Problemas ergonômicos muitas vezes não estão ligados a um móvel específico, mas podem surgir a partir da relação entre os móveis no espaço de que dispõem. Um móvel com altura inadequada, por exemplo, pode causar lesões ortopédicas, problemas de coluna e, consequentemente, muito estresse. 

Ambientes funcionais
Entender a ergonomia é o primeiro passo para ter um ambiente funcional. É bem provável que pensar e organizar um ambiente dessa maneira permita economia de tempo e energia, proporcionando mais tempo livre, além de bem-estar durante o período de atividades. 
Como não existem regras fixas, um projeto de adequação do ambiente ao estilo de vida, demanda um profissional capacitado para, a partir de acompanhamento de hábitos e conversas a respeito dos anseios sobre tempo e espaço, aplicar a ergonomia no design de interiores.

Organização e limpeza

Não é fácil manter a organização e a limpeza dos ambientes em que se realizam as atividades cotidianas. Mas isso faz diferença. Como exemplo, pode-se imaginar a diferença entre trabalhar em uma mesa cheia de objetos que não estão relacionados à atividade e trabalhar em uma mesa sobre a qual estão apenas os objetos essenciais à atividade. Da distração à sensação de caos, nada na mesa bagunçada ajuda a realizar o que se pretende.

A ergonomia aplicada a esse contexto pode ajudar a deixar de perder pequenos tempos de organização, auxiliando na determinação de locais em que os objetos precisam estar de acordo com a rotina em questão. O aumento do período de tempo livre, que antes era dedicado à limpeza e organização, certamente trarão nova motivação e, assim, também maior produtividade.

Cores e iluminação do ambiente

Cores e luz têm influência sobre o estado emocional. A leitura visual do ambiente tem muita relevância na ergonomia aplicada ao design de interiores e influencia humores. Para dar exemplos muito simples: a luz baixa e amarela incita a um estado de relaxamento e as cores azul e branco são mais ligadas a atividades de desenvolvimento tecnológico. Isso funciona tanto em espaço físico quanto virtual.

Pensar na iluminação e nas cores dos ambientes das atividades humanas, tanto de lazer quanto de trabalho, é um gesto de cuidado com o próprio corpo. Além disso, aumentar a quantidade de tempo livre e melhorar a qualidade de tempo produtivo é sempre muito bem-vindo.

Palavras-chave: ergonomia; design de interiores, tempo, espaço, bem-estar, estilo de vida, móveis.