A batalha nossa de cada dia

18 de maio de 2012




Fim da Segunda Guerra Mundial. Engenheiros, psicólogos e fisiologistas reúnem seus conhecimentos para remodelar o cockpit dos aviões de caça ingleses. A intenção era oferecer um pouco mais de conforto aos pilotos. A experiência deu certo e a ideia passou a ser disseminada pelo mundo. Foi aí que surgiu – oficialmente – a ergonomia, que há pouco mais de meio século tem sido fonte principal de estudos sobre qualidade de vida no trabalho.

Ergonomia é uma palavra derivada das palavras gregas Ergon (trabalho) e nomos (regras). Alguns a veem com um olhar mais holístico – associada à busca de soluções para levar conforto e segurança ao trabalhador, aliviando as suas tensões e prevenindo lesões provocadas pelo mau uso das ferramentas. Outros a enxergam com uma visão racional – onde ela só existe para tornar o trabalho mais eficiente e produtivo, gerando assim, mais lucratividade para as empresas. Seja qual for o enfoque dado para a palavra ergonomia, as diferentes perspectivas têm pelo menos um ponto em comum: o estudo da relação do homem com o seu trabalho.

Cá entre nós, por mais prazeroso que seja a atividade exercida, sabemos que passar horas e horas na mesma posição, nunca é tão prazeroso assim. Má postura e equipamentos inadequados são os vilões responsáveis pelo aparecimento de dores, desconfortos e até mesmo graves lesões lombares.

Talvez seja hora de utilizar a ergonomia a seu favor, priorizando sua saúde e bem estar, assim como a qualidade de vida daqueles que trabalham para você. A ergonomia pode até ter nascido a partir de uma guerra. Mas, sem dúvida, sua intenção sempre foi aliviar ‘a batalha nossa de cada dia’.

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Atec Cultural. Palestra de Maio – Tapetes Orientais

27 de abril de 2012

 

QUANDO: 22 de maio, às 19h30

ONDE: no showroom da Atec Original Design

ENDEREÇO: Av. Brig. Faria Lima, 1.800 – 10º andar

INSCRIÇÕES: pelo telefone 11 3034-1800

PREÇO: a entrada é gratuita

Por que até hoje os tapetes, especialmente os orientais, são tão valiosos?

O professor Luiz Munari responde à questão em palestra na Atec Cultural, no próximo dia 22 de maio.

Ele faz uma breve história dos tapetes, que foram, em muitas culturas, objetos sagrados e valiosíssimos, bem antes de serem considerados utensílios domésticos.

A partir de Pazyryk, o tapete mais antigo, produzido por volta de 500 anos antes de Cristo, o palestrante explica as principais culturas produtoras de Tapetes: Pérsia, Caucaso, Turkmenistão e Anatólia, bem como as características gerais das produções de tapetes e mercados.

Desde o fio de fibras até as cores, cada parte do tapete persa é feita à mão a partir de matérias-primas naturais. Lã de carneiros especialmente criados, seda e algodão são os materiais mais empregados.

Ao chegar à Europa, por volta de 1200, os tapetes cobriam mesas, pois eram considerados muito luxuosos para serem colocados no chão.  Até hoje, alguns tapetes produzidos artesanalmente são considerados obras de arte e mantém os elementos simbólicos que os caracterizam há séculos.

Luiz Munari vai mostrar tapetes turcomanos Arabatchi, especialmente o khalyk, nome da peça usada em cerimônias de casamento.

Nos tapetes da Turquia, (Anatolia para os gregos) analisa a produção da cidade de Hereque, que confecciona tapetes finos e também da cidade de Khonia.

Luiz Américo de Souza Munari é professor da pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e tem tese sobre a tecelagem do tapete oriental.
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Gui Bonsiepe na Revista Agitprop

27 de abril de 2012

Gui Bonsiepe na Atec

A palestra de Gui Bonsiepe aqui na Atec foi um sucesso. Mais de 125 pessoas compareceram e ficaram maravilhadas com a aula sobre o Design e a Crise. A Agitprop – Revista Brasileira de Design – publicou o texto da palestra. Quem não viu, acesse. Quem já viu, pode relembrar esta palestra genial.

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Atec Cultural. Palestra de Abril: As cidades utópicas e distópicas das HQs

23 de março de 2012

O QUE: palestra do sociólogo Enio Passiani sobre “As cidades utópicas e distópicas das HQs”
QUANDO: 9 e 11 de abril, às 19h30
ONDE: no show-room da ATEC Original Design
ENDEREÇO: av. Faria Lima, 1.800, 10º andar
INSCRIÇÕES: pelo telefone 3034-1800
PREÇO: a entrada é gratuita

Nas HQs futuristas, as que se passam em horizontes imaginários ou mesmo nas que pretendem reconstituir facetas da vida cotidiana, a cidade é sempre uma presença forte, por vezes até mesmo personagem da trama. Em certos casos é cenário insubstituível.

Metropolis, Gotham City, Sin City, Smallville são nomes de cidades que todos conhecemos, incorporados ao vocabulário dos fãs.

O sociólogo Enio Passiani, apaixonado por HQs, vai analisar, em suas aulas, as cidades utópicas e distópicas das histórias em quadrinhos.

Enio Passiani – Doutor em sociologia pela USP; professor universitário na FACAMP, autor do livro Na trilha do Jeca: Monteiro Lobato e a formação do campo literário no Brasil. Bauru: Edusc, 2003; autor de artigos em revistas nacionais e estrangeiras nas áreas de teoria sociológica, sociologia da leitura e da literatura; atualmente desenvolve pós-doutorado na área de sociologia da comunicação.
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Agenda: Atec Cultural – Março

23 de fevereiro de 2012

O QUE: palestra do designer Gui Bonsiepe sobre “O Design e A Crise”
QUANDO: terça-feira, 20 de março, às 19h30
ONDE: no show-room da ATEC Original Design
ENDEREÇO: av. Faria Lima, 1.800,10º andar
INSCRIÇÕES: pelo telefone 3034-1800
PREÇO: a entrada é gratuita

“O Design e A Crise” é o tema da palestra gratuita que Gui Bonsiepe, um dos maiores nomes do design mundial, fará na ATEC Cultural.
O designer alemão, que vive atualmente entre Brasil e Argentina, deve comentar as diferentes faces da crise e como abordá-la a partir da perspectiva do design. Sua exposição será seguida de debate com a plateia.
Dois de seus livros (Historia del Diseño en America Latina y el Caribe, organizado por Silvia Fernández e por ele e Design, Cultura e Sociedade, lançado no ano passado aqui no Brasil em português) estarão a venda na ocasião a preços promocionais.
Ethel Leon é a idealizadora da ATEC Cultural e responsável pela sua programação. Ela diz que diante das “dificuldades de montar cursos de fato interdisciplinares na Universidade, a ATEC Cultural pretende estruturar uma programação que sirva de estímulo à produção desses conhecimentos que cruzam fronteiras”.
Um dos modos de se conseguir isso é fazer encontros com Very Important Designers (VID), como será o caso de Gui Bonsiepe, em março.

 

Quem é Gui Bonsiepe

Gui Bonsiepe, 78 anos, é designer formado pela lendária Escola de Ulm, onde também lecionou.
Reconhecido como teórico, Bonsiepe tem larga experiência de projeto, tendo sido responsável por trabalhos de porte no Chile, na Argentina e no Brasil. É doutor honoris causa pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, (UERJ, em 2001), pela Universidade Técnica Metropolitana de Santiago, no Chile, em 2005 e pela Universidade Autônoma do México, em 2011.
O reconhecimento como profissional, professor, critico e teórico de design acontece devido à grande contribuição para o desenvolvimento da disciplina e para o campo profissional do desenho industrial e gráfico na América Latina.
Entre os anos de 1968 e 1993, Bonsiepe foi consultor na área de cooperação técnica multilateral para o desenvolvimento industrial no Chile, na Argentina e no Brasil. De 1995 a 1999 foi coordenador acadêmico do curso Master in Information Design da University of the Americas, Pueblas, no México. Atuou no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no Brasil, entre 1981 e 1999.
Escreveu vários livros, entre eles: Teoria e Pratica del Disegno Industriale (Feltrinelli, 1975, Itália); Diseño Industrial, Tecnologia y Dependencia (Edicol, 1978, México); A Tecnologia da Tecnologia (Edgar Blücher, 1983, Brasil); Dell’oggetto all’interfaccia (Feltrinelli, 1995, Itália); Historia del diseño en America Latina y el Caribe (coordenador com Silvia Fernández, Edgar Blücher, 2008, Brasil) e, mais recentemente, Design, Cultura e Sociedade (Blucher, 2011, Brasil).
Na década de 70, mudou-se para a América Latina. Trabalhou no Chile, na Argentina e no Brasil, onde, além de atuar no CNPq, criou o Laboratório Brasileiro de Desenho Industrial, em Florianópolis (SC), instituto voltado para o aprimoramento do know-how dos professores de design no Brasil e que também presta assessoria em design para as empresas locais.
Atualmente, vive entre a capital catarinense e a cidade de La Plata, na Argentina.
Ainda neste ano, deve ser lançada nova edição revista do seu livro Tecnologia da Tecnologia com prefácio de Darcy Ribeiro.
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