QUANDO: 22 de maio, às 19h30
ONDE: no showroom da Atec Original Design
ENDEREÇO: Av. Brig. Faria Lima, 1.800 - 10º andar
INSCRIÇÕES: pelo telefone 11 3034-1800
PREÇO: a entrada é gratuita
Por que até hoje os tapetes, especialmente os orientais, são
tão valiosos?
O professor Luiz Munari responde à questão em palestra na Atec Cultural, no próximo dia 22 de maio.
Ele faz uma breve história dos tapetes, que foram, em muitas culturas, objetos sagrados e valiosíssimos, bem antes de serem considerados utensílios domésticos.
A partir de Pazyryk, o tapete mais antigo, produzido por volta de 500 anos antes de Cristo, o palestrante explica as principais culturas produtoras de Tapetes: Pérsia, Caucaso, Turkmenistão e Anatólia, bem como as características gerais das produções de tapetes e mercados.
Desde o fio de fibras até as cores, cada parte do tapete persa é feita à mão a partir de matérias-primas naturais. Lã de carneiros especialmente criados, seda e algodão são os materiais mais empregados.
Ao chegar à Europa, por volta de 1200, os tapetes cobriam mesas, pois eram considerados muito luxuosos para serem colocados no chão. Até hoje, alguns tapetes produzidos artesanalmente são considerados obras de arte e mantém os elementos simbólicos que os caracterizam há séculos.
Luiz Munari vai mostrar tapetes turcomanos Arabatchi, especialmente o khalyk, nome da peça usada em cerimônias de casamento.
Nos tapetes da Turquia, (Anatolia para os gregos) analisa a produção da cidade de Hereque, que confecciona tapetes finos e também da cidade de Khonia.
Quem é Luiz Munari
Luiz Américo de Souza Munari é professor da pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e tem tese sobre a tecelagem do tapete oriental.